Posso dizer que quando pensei que realmente queria dar aula essa música que eu já conhecia de longa data me veio como um raio na cabeça.
Para quem não conhece este sucesso do Pearl Jam de 1991 do álbum Ten, essa música se baseou em na história de um garoto que realmente se matou na sala de aula na frente dos colegas de classe. Bem, isso foi antes das crianças e adolescentes perseguidos por Bullying ou com problemas graves familiares entrarem nas escolas entrarem metralhando colegas e professores antes de se matarem.
Eu sempre achei a história chocante e quando vi o clipe essa música me marcou ainda mais. Apesar de não necessariamente ter sido educada em sala de aula com professores que se preocupavam com o meu bem estar sempre achei fundamental observar meus alunos para não ter uma surpresa como a do clipe. Acho que uma das coisas mais importantes que Paulo Freire traz em sua discussão é a questão da afetividade do professor com os seus alunos; a necessidade de demostrar ao aluno que você está preocupado com ele, para ele sentir que existe algo além do conteúdo da disciplina, o afeto.
Sei que é difícil diante das tantas dificuldades que o professor enfrenta, de repente se envolver afetivamente com os alunos, ser amigo deles (mas amigo de verdade, aquele que quer o melhor do próximo e puxa a orelha). Será que é realmente difícil assim? (ah, e por favor não confunda essa afetividade com uma possível perda dos papéis desempenhados por cada um, cada um respeitando o espaço do outro).
Bom, deixo a música e letra para apreciação e reflexão... espero que esse texto cause pelo menos a curiosidade nos professores que nunca tentaram em ser assim com seus alunos para experimentarem serem mais humanos, e enxergarem seus alunos com a atenção e o carinho que eles merecem.
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